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quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Por Trás dos Contos #8 - João e Maria

Hey galera, tudo bom?
Hoje vou trazer a versão real do conto de João e Maria.

Na versão da Disney, vemos dois irmãos que se perdem na floresta, e chegam na casa de doces da bruxa, que planeja assa-los.

Já na versão original...
Essa por si só já é assustadora, afinal, um pai que larga os filhos na floresta para morrer de fome não é lá o tipo de coisa que se lê para crianças certo!? Mas, numa versão mais antiga, a madrasta má, que pressiona o marido a lagar seus filhos na floresta, e a bruxa má são a mesma pessoa.
Outra alteração feita durante os anos foi com relação à própria bruxa que, em certa versão da história, na verdade é um casal de demônios, e ao invés de cozinhar João, eles querem estripa-lo num cavalete de madeira.
Quando o demônio "macho" sai para uma caminhada, a "demônia" manda Maria ajudar João a subir no cavalete, assim, quando seu marido voltar, tudo já estaria preparado. A esperta Maria finge não saber como colocar João deitado e pede para a "demônia" mostrar como se faz. Quando ela deita no cavalete, João e Maria a amarram ela e rapidamente cortam sua garganta. Depois fogem levando o dinheiro e a carroça do pobre casal de demônios.

Créditos : Predomínio do Terror
Essa história de demonia, e tals é bem creepy e medonha.
Confesso que prefiro a versão mais bonitinha da Disney.
Argh!

Bem galera, foi isso.
Espero que tenham gostado, e até a próxima.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Por Trás dos Contos #7 - Os Três Porquinhos

Hei galera, tudo bom?
Hoje é quarta e é dia de contos de horror.
O conto creepy de hoje é o dos Três Porquinhos, na versão original tem até canibalismo, confere aí embaixo.

A versão mais conhecida foi muito amenizada para as crianças de hoje, contando uma história de violência sem mostrar violência. Tendo como moral “como é bom ser esperto”.
O conto original não é muito longo, o lobo mal assopra a casa dos dois primeiros porquinhos, que são logo devorados. O terceiro porquinho é o entrave da história, sem conseguir assoprar a casa de tijolos, o predador faz de tudo para fazer o porquinho sair de casa, promete nabos, maçãs, e uma visita à feira. Porém o porquinho rejeita a oferta, sabendo que existem coisas mais importantes na vida.
Então o lobo decide recorrer à violência, ele escala a casa e entra pela chaminé. Porém o porquinho já esperava por isso, e colocou um caldeirão de água fervendo na lareira. O lobo cai ali e morre, o lobo e os dois porquinhos em seu estômago acabam se tornando o jantar sinistro do terceiro porquinho!
A versão da Disney é bem mais humorada e menos violenta.
Notem no quadro atrás dos três porquinhos, que existe a imagem de uma linguiça e a seguinte palavra: Father, ou seja, a foto do pai deles.
Disney e suas mensagens subliminares...


A versão original traz até canibalismo !



Créditos: Justila e Dom7

Bem galera, foi isso. Espero que tenham gostado e não deixem de comentar sobre esse conto.
Um abraço e até a próxima.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Por Trás dos Contos #6 - Cachinhos Dourados

Hei galera, tudo bom?
Voltando a rotina normal do blog, vamos ao conto de fada macabro de hoje, que fica com Cachinhos Dourados.
O post será pequeno pois não se tem muitas informações sobre as origens dele.


Cachinhos Dourados

Uma das versões conta sobre a invasão de uma raposa e não de uma menininha de cachos dourados. Quando o ursão encontra a raposa na cama do ursinho, a joga pra fora da casa com tanta força, que ela quebra todos os ossos.
Em outra versão igual a que nós conhecemos, em vez da menina, é uma velhinha maltrapilha que invade a casa.
A história é cheia de números 3, e há ainda uma versão onde a invasora sofre 3 punições: fogo, água e depois é atirada de uma torre.
Créditos 


Vemos um conto bem diferente do original, não?
Nessas versões não chega a ter uma garota, e sim um animal, ou uma senhora de idade.

Bem galera, foi isso.
Espero que tenham gostado e deixem nos comentários o que acharam desse conto, e até mais.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Por Trás dos Contos #5 - A Bela e a Fera

Hei galera tudo bom?
Quarta é dia de contos, e hoje vamos dissecar a história de Bela e a Fera...

A história de Andrew Lang de 1889 se difere bem pouco da história que nós conhecemos. Nela, não há objetos mágicos nem inimigo da Fera. Em uma outra versão, a Fera é descrita como alguém que se parece com uma cobra.

"Nessa história o mercador tem outras duas filhas interesseiras e três filhos além de Bela. Quando o mercador viaja, elas pedem coisas caras e Bela pede apenas uma rosa vermelha. No meio da jornada o mercador encontra um castelo, lá dentro ele tem tudo que precisa, como comida e lareira pra se aquecer. Mas quando vai embora, rouba uma rosa para sua filha. Então a Fera aparece e fica furiosa e diz que só o perdoa se ele lhe trouxer uma de suas filhas.O mercador volta para casa e Bela é a filha que se oferece para ficar com Fera. Chega no castelo pensando que vai ser devorada mas ele a trata como uma princesa. Além disso, Fera deixa o mercador encher dois baús com riquezas e levar para sua casa.Toda noite a Fera pede Bela em casamento e ela recusa. Um dia Bela pede para ir visitar seu pai, pois está preocupada e com saudade. A Fera deixa, mas a Bela deve voltar em dois meses, do contrário a Fera morrerá.Um dia Bela sonha com a Fera morrendo e se assusta e resolve voltar na mesma hora. Quando chega no castelo a Fera está realmente morrendo e Bela percebe o quanto o ama e diz. Então ele acorda e a pede novamente em casamento. Quando ela aceita, ele se transforma em um lindo príncipe.'




Bem diferente dos outros, não?:

A real história desse conto é bem bonitinha e menos sangrenta, mas, que tipo de pai deixa sua filha viver e casar com um monstro?
Bem galera, foi isso.Espero que tenham gostado e até a próxima...

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Por Trás dos Contos #4 - Cinderela

Ei galera, tudo bom?
Vamos então, desvendar o quarto conto de fadas, dessa vez Cinderela.

Cinderela é um conto bastante antigo, com versão grega antes de Cristo e registros na China nos anos 800. Acredita-se que é a história com mais versões, centenas! Em muitas delas, Cinderela foge de seu pai, que quer casar-se com a própria filha pois esta lhe lembra sua falecida esposa.

Assim como A Bela Adormecida, as duas versões mais conhecidas da história foram de Charles Perrault e dos Irmãos Grimm. A versão que conhecemos e que a Disney usou tem mais a ver com a de Perrault , que possui uma fada madrinha que transforma uma abóbora em carruagem. Abaixo a versão dos irmãos Grimm.
Pai, mãe e filha eram uma família feliz até que a mãe ficou muito doente. Ela chamou a filha e disse-lhe para plantar uma árvore em seu túmulo, e sempre que precisasse de algo, fosse lá chacoalhar a árvore. Ela plantou e regou com suas lágrimas.
Algum tempo depois o pai se casou com outra mulher, que já tinha duas filhas más que apelidaram a menina de Cinderela. A madrasta logo botou a menina para trabalhar como empregada.
Um dia, o rei anunciou 3 bailes e Cinderela foi obrigada a ajudar as irmãs a se arrumar para o primeiro baile. Ela não tinha vestido e tinha que separar lentilhas antes que as irmãs voltassem. Depois que elas saíram para o baile, dois pássaros bateram na janela e se ofereceram pra ajudar Cinderela com as lentilhas.
No dia seguinte as irmãs contaram do baile para Cinderela (que tinha visto tudo da janela). E na mesma noite, teve outro baile. Dessa vez Cinderela não pôde ir porque teve que separar sementes. Os pássaros novamente a ajudaram.
Quando eles acabaram, os pássaros disseram pra ela ir ao túmulo da mãe, ela sacudiu a árvore e ganhou um esplêndido vestido prata com acessórios. Mas ela tinha que voltar antes da meia-noite. Ela voltou pra casa e encontrou uma carruagem com serventes e cavalos para levá-la ao baile.
Assim que dançou com ela o príncipe percebeu que ela seria sua esposa. Antes da meia-noite ela voltou para casa.
No dia seguinte as irmãs más contaram sobre a misteriosa princesa que dançou com o príncipe. E na mesma noite haveria o 3º baile. Cinderela teve que ficar separando ervilhas e novamente os pássaros a ajudaram e ela chacoalhou a árvore de sua mãe.
Dessa vez, Cinderela ganhou um vestido dourado com pedras preciosas e sapatilhas feitas de ouro. O príncipe já a esperava na escadaria e dessa vez fez muitas perguntas à seu respeito.
Cinderela quase perdeu o horário e teve que sair correndo, perdeu um dos sapatinhos e ainda perdeu a carona, ficando no meio da rua com suas roupas velhas.
O príncipe não a viu, mas encontrou seu sapatinho de ouro e proclamou que se casaria com a pessoa cujo pé coubesse nele.
Chegou a vez das irmãs experimentarem. A madrasta as chamou e disse que se o sapatinho não coubesse, elas deveriam usar uma faca e cortar um pedaço de seus pés. A irmã mais velha experimentou e não serviu, então cortou seu calcanhar e o sapatinho serviu. O príncipe já estava levando ela para o castelo quando os pássaros amigos de Cinderela cantaram dizendo que tinha sangue no sapato. O príncipe viu e levou a impostora para casa.
Então a segunda irmã experimentou os sapatos e precisou cortar os dedinhos para servir. Novamente o príncipe estava levando ela pro castelo e os pássaros deduraram o sangue.
O príncipe voltou para a casa e perguntou se havia outra garota. A madrasta não queria, mas ele a fez chamar Cinderela. O sapatinho serviu e ele reconheceu sua noiva. Eles vão se casar e quando as irmãs vão para assistir,os pássaros bicam seus olhos e elas ficam cegas.

Bem creepy não?
Nessa versão, a fada madrinha não existe, e são os pássaros que a contam da mágica, relacionada ao tumulo da mãe.
E o mais horripilante é o fim que levou as irmãs...

Bem , espero que tenham gostado e até a próxima.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Por Trás dos Contos #3 - A Bela Adormecida

Ei galera, tudo bom?
Como hoje é quarta, é dia de contos de fadas macabros...
Dessa veza temos a Bela Adormecida, que não dormiu tão bem assim.

O conto original de A Bela Adormecida (Belle au bois Dormant) foi escrito pelo francês Charles Perrault em 1697 e depois ganhou uma versão dos alemães Irmãos Grimm (com o nome Little Brier-Rose). Mas antes disso, em 1634, o italianoGiambattista Basile havia publicado um conto muito semelhante chamado Sol, Lua e Tália (Sun, Moon, and Talia) que foi a inspiração de Perrault e do conto que conhecemos.

Uma farpa de linho entra sob a unha da princesa Tália e ela imediatamente cai morta. O rei coloca sua filha em uma cadeira de veludo do palácio, tranca e parte para sempre, pra apagar a lembrança de sua dor.Algum tempo depois, outro rei estava por ali caçando e encontra Tália. Ele apaixona-se por sua beleza mas como não consegue acordá-la, a estupra e vai embora. Nove meses depois Tália dá a luz a gêmeos, Sol e Lua, mas continua adormecida. Um dia um dos bebês não encontra seu seio para mamar e coloca a boca no dedo da mãe e suga. Suga com tanta força, que extrai a farpa e faz despertar.Um dia o rei lembra de “sua aventura” com Tália e resolve ir visitá-la. A esposa do rei descobre o caso e mandacozinhar as duas crianças e serví-las para o rei. Mas o cozinheiro prepara cabritos no lugar. Depois a rainha manda buscar Tália para lançá-la ao fogo, mas o rei chega e lança a própria esposa no lugar de Tália. Ele casa-se com Tália e vive com ela e seus filhos.

Fonte: http://www.justlia.com.br/2009/07/a-verdade-e-a-origem-dos-contos-de-fadas/


OBS: No conto original ela chamava Tália, na versão de Perrault o nome da princesa era omitido e em 1888, quando Tchaikovskycompôs o balé de A Bela Adormecida, ele nomeou a princesa como Aurora, inspirado pelo nome de sua mãe.
O filme da Disney foi lançado em 1959 e é baseado na versão de Perrault. A maior parte da trilha sonora do filme são adaptações das canções do balé de Tchaikovsky.

Bem diferente, não?
Quem imaginaria que uma doce jovem seria estuprada e perderia o filho, hein?
É nessas horas que percebemos do que realmente gostávamos...

É isso galera, espero que tenham gostado e até a próxima.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Por Trás dos Contos #2 - A Pequena Sereia

Bem galera, hoje eu voltei com aquela coluna sobre os contos de fadas, e dessa vez, falaremos sobre A Pequena Sereia...

O conto é de 1837 e autoria de Hans Christian Andersen. A Disney usou essa versão mas trocou o final trágico por outro feliz…

A pequena sereia possuía 5 lindas irmãs mais velhas, filhas do Rei do Mares. Quem cuidava das 6 meninas era a avó. E quando elas completavam 15 anos ganhavam a permissão de ir à superfície.
Na sua ida à superfície, a pequena sereia se apaixona por um príncipe de um navio (e o salva quando o navio afunda). Ela vai atrás da bruxa do mar para ganhar pernas, mas sob algumas condições: ela perderá a voz, a cada passo sentirá dor como se pisasse em facas e por fim, se o príncipe não se casar com ela, ela estará condenada a virar espuma do mar.
Depois da transformação ela se aproxima do príncipe e ele passa a amar, mas como se ama uma criança e não uma esposa.
Algum tempo depois, um casamento é arranjado entre o príncipe e uma princesa de um reino próximo. Ele confunde a princesa com sua salvadora e fica noivo dela.
No dia antes do casamento, as irmãs da sereia aparecem. Elas deram seus cabelos para a bruxa em troca de uma faca, que se cravada no coração do príncipe, dará a chance de a pequena sereia continuar viva e voltar a ser sereia como antes. Mas a pequena sereia não tem coragem de realizar tal ato e acaba virando espuma do mar.


Espero que tenham gostado e digam nos comentários o que acharam dessa real história da Ariel, que não teve um final tão feliz assim...