Mostrando postagens com marcador 5 estrelas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 5 estrelas. Mostrar todas as postagens

sábado, 6 de setembro de 2014

Por que Indiana, João? - Danilo Leonardi

Hey galera, tudo bom?
Hoje eu venho aqui para falar de um livro sensacional, de um autor brasileiro, Por que Indiana, João?, é o livro de estreia de Danilo Leonardi, que é dono do canal Cabine Literária, o qual eu acompanho há anos, e foi realmente prestigiante poder ir até a Bienal, encontrar o pessoal do Cabine e além de conseguir um autografo do autor, pude desfrutar essa obra maravilhosa, que com toda a certeza, deveria ser lido no período escolar, afinal, o bullying atinge a todos.

Ficha Técnica do Livro:

Título: Por que Indiana, João?
Autor: Danilo Leonardi
Páginas: 208
Editora: Giz Editorial
Sinopse: Você pode pensar que, aos quinze anos, João já deveria estar acostumado com provocações, apelidos e humilhações. Afinal, ele é um típico adolescente deslocado e tímido. Alvo perfeito para a ira dos valentões e para o desprezo das garotas. Mas sua vida muda completamente quando reage a um ataque de seu maior algoz. O golpe de sorte que derruba o valentão é gravado e vira hit na internet. João se vê finalmente admirado, respeitado e seguro. Mas tudo tem seu preço e João vai aprender qual o peso que suas escolhas podem ter não só sobre sua vida, mas sobre as vidas de todos ao seu redor. “Por que Indiana, João?” é o livro de estreia de Danilo Leonardi, editor do canal “Cabine Literária” e parte de uma história quase comum para falar sobre algo que não deveria ser tão comum assim e que faz parte da vida de muitos adolescentes, jovens e até de adultos: o bullying.


Comentários sobre o livro:

Por que Indiana, João?, vai narrar a história de João Vitor, um adolescente de 15 anos, que se sente sozinho e deslocado e ainda por cima, sofre provocações físicas e mentais dos valentões da escola, entre eles o principal: Guilherme.
Vivendo em meio a xingamentos e surras, João contra-ataca o valentão e acaba virando um sucesso na Internet, atingindo níveis extremos. João começa a influenciar todos os tipos de pessoas por todo o país, e se torna uma figura lendária para todos os alvos de bullying, que começam a seguir seu exemplo, atacando seus respectivos valentões, e se tornando pessoas mais fortes.
Em meio a tudo isso, João encontra interesses amoroso, ganha e perde amizades, ou seja, vive uma vida realmente cheia de altos e baixos.
Um dos fatos que mais me atraiu pra essa obra foi o fato do crescimento da história, que começa bem simples, podendo até ser considerada um clichê, e vai se tornando algo grandioso e esplendoroso, deixando os leitores de boca aberta, então Danilo, você merece um puta parabéns por isso :D
A escrita do autor é simples e leve, e as páginas vão passando, e passando até que o livro acaba deixando um aperto no coração e um gostinho de quero mais.
Outra coisa que pode se ter certeza: muitos leitores se identificaram com os personagens, com os temas, ou seja, imersaram-se na trama.

" Oh, meu Deus, o que eu fiz? O Guilherme está no chão. O que eu faço agora? Olho ao redor e todos os rostos estão paralisados em choque e paralisia. [...] , vejo o Guilherme no chão, gemendo com a mão entre as pernas. "

" Valentões também caem. " 

" Palavras são erros, mas maior erro seria deixar de expressar o que sinto [...]. " 

Autografo do Danilo :D

Eu e o Danilo, no estande da Giz Editorial
 Bem galera, então é isso,
Por que Indiana, João?, é um livro incrível, que todos DEVEM LER.

Nota final: 5/5 + <3 Favoritado de 2014

Um abraço e até a próxima :D

segunda-feira, 2 de junho de 2014

#56 A Escolha - Kiera Cass

Hey galera, tudo bom?
Hoje eu estou aqui para falar um pouco sobre o final da trilogia A Seleção, da escritora Kiera Cass.


Sinopse do Livro:

A Seleção mudou a vida de trinta e cinco meninas para sempre. E agora, chegou a hora de uma ser escolhida. America nunca sonhou que iria encontrar-se em qualquer lugar perto da coroa ou do coração do Príncipe Maxon. Mas à medida que a competição se aproxima de seu final e as ameaças de fora das paredes do palácio se tornam mais perigosas, América percebe o quanto ela tem a perder e quanto ela terá que lutar para o futuro que ela quer. Desde a primeira página da seleção, este best-seller #1 do New York Times capturou os corações dos leitores e os levou em uma viagem cativante ... Agora, em A Escolha, Kiera Cass oferece uma conclusão satisfatória e inesquecível, que vai manter os leitores suspirando sobre este eletrizante conto de fadas muito depois da última página é virada.

AVISO: O post a seguir terá SPOILERS dos dois primeiros livro da trilogia, então, se você já leu eles, ou não se importa com spoilers, siga em frente com a leitura.
A Seleção /resenha/
A Elite /resenha/

Resenha do Livro:

Vamos começar falando da premissa da trilogia distópica de Kiera Cass; Num mundo futuro, a sociedade é dividida em Castas, quanto maior o numero da Casta, mais baixa é a posição da pessoa, e num dado período de tempo, quando o príncipe chega a idade certa, é organizada A Seleção: quando um grupo de trinta e cinco garotas vai ao palácio para disputar o coração do príncipe e tornar-se Rainha um dia.
No primeiro livro da série, a protagonista, America Singer é chamada ao palácio para participar da seleção, e ao final dele, ela e mais cinco garotas vão fazer parte da Elite - a segunda fase da Seleção -.
Ao final da Elite, apenas quatro garotas permanecem no palácio - America, Celeste, Kriss e Elise - para a ultima parte da seleção do príncipe Maxon e de sua escolha.

Partindo para A Escolha, vamos falar do título, que gerou muitas criticas por parte dos fãs, sendo que a tradução livre do título original The One, seria A Um, ou A Escolhida;
Eu particularmente fui do time que não gostou de A Escolha e queria algo mais impactante, pois é o ultimo livro da série, não? Mas, depois de lê-lo, eu percebi que "A Escolha" e o título mais que perfeito para esse livro, que não simboliza apenas a escolha de Maxon, e sim todas as escolhas que America toma no decorrer da trama.
O narrativa começa um pouco depois do fim de A Elite, com America decidida a conquistar Maxon e esquecer Aspen de vez, logo que a frase da contracapa sugere de maneira direta, o que a protagonista escolhe ao longo da leitura.
Nesse livro, além do trio principal, personagens como Celeste, Kriss e Rainha Amberly ganham um poco mais de espaço na narrativa, possibilitando que o leitor descubram e apreciem suas diferentes personalidades.
O livro, como fechamento de série, é cheio de explicações e conclusões de enigmas e fatos que foram apresentados nos livros anteriores, porém, nesse volume, existe uma reviravolta a respeito do fundador da nação Illéa, que é muito interessante, mas a autora decide esquecer isso e partir para outros pontos, deixando esse fato de lado, como se ele não fosse tão relevante para a história, e nas paginas finais, ela joga uma solução qualquer para o puta problema que foi criado. Pisou na bola, Kass
Os rebeldes são um dos temas que compõe A Escolha, mas sua história não é levada a fundo, pelo menos, a história de uma das facções. America se sente amedrontada, porém seus sentimentos não condizem com essa situação. Os rebeldes só vão aparecer no final do livro, apesar de serem citados o tempo todo.
A Seleção é uma distopia não explicada que foca no romance e na relação entre os personagens, ou seja, se vai vir falar mal por conta da falta de dados sobre guerra, morte e ditadura, nem vem, porque Kiera deixa isso claro ao longo da trama.
Vou abrir os parenteses para minha fanboyzice em relação a Celeste DIVA SAMBADORA LACRADORA Newsome.
Celeste foi uma vadia desprezada pelos fãs nos dois primeiros livros da série, e começou a mostrar uma lado mais amigável em A Escolha, a partir do momento que percebe que ela não ganhará a coroa.
O final que Celeste tem poderia ter passado despercebido em A Seleção ou A Elite, porém como dito acima, ela fica boa no terceiro livro, e esse fim me chocou bastante, eu esperava um felizes para sempre na vida de Celeste, mas, fazer o que né?!
O livro segue um ritmo calmo e por alguns momentos agitados, e nas ultimas 50 páginas, os acontecimentos vão rolando MUITO rápido, e o final acaba meio sem pé nem cabeça. Ele faz sentido, é claro, mas umas boas 70,80 páginas poderiam ser adicionadas para maior maiores explicações e esclarecimentos, mas novamente, fazer o que né?!

"Havia um príncipe e quatro garotas, três das quais voltariam para casa com pouco mais que uma história interessante sobre como passaram o outono."
" Tirar uma pessoa do topo destrói milhares que estão embaixo. "
" Eu não tinha medo do rei. Nem dos rebeldes, Sabia o quanto Maxon significava para mim, e estava certa que tudo acabaria bem, de algum jeito. "
" Pensei nas mãos de Marlee e nas costas de Maxon. Os dois possuíam marcas permanentes de sua coragem. Era uma honra se juntar a eles. "
" E a maior revelação: Celeste. Se alguém me dissesse, no primeiro dia no aeroporto, que aquela morena de salto alto que caminhava de maneira tão intimidadora seria a garota que, no final, me deixaria mais contente de ter ao meu lado, eu teria gargalhado."
" E ali estávamos nós, nos bastidores, nos apoiando. A perfeccionista, a queridinha, a diva... e eu. "
A Escolha é um puta dum livro, que fecha a trilogia de uma maneira mágica e excepcional, deixando um gostinho de quero mais e uma ansiedade para The Queen ,o conto que narrará a história da Rainha Amberly <3
The One leva 5 estrelas sem nenhuma duvida.

Ficha Técnica do Livro:

A Escolha
Páginas: 352
Autor: Kiera Cass
Editora: Seguinte

Bem galera, foi isso.
Espero que tenham gostado, um abraço e até a próxima.


sábado, 22 de março de 2014

#52 Convergente - Veronica Roth

Hey galera, tudo bom?
Hoje eu to aqui para falar de um fechamento de trilogia, que deixou muito a desejar e desencadeia várias criticas negativas, Convergente, o livro final de Divergente.

Sinopse do Livro:

A sociedade baseada em facções, na qual Tris Prior acreditara um dia, desmoronou – destruída pela violência e por disputas de poder, marcada pela perda e pela traição. No poderoso desfecho da trilogia Divergente, de Veronica Roth, a jovem será posta diante de novos desafios e mais uma vez obrigada a fazer escolhas que exigem coragem, fidelidade, sacrifício e amor. Livro mais vendido pela Amazon no segmento infantojuvenil em 2013, Convergente chega ao Brasil em meio à expectativa pela estreia de Divergente nos cinemas, em abril. A série segue no topo na lista de bestsellers do The New York Times.
Resenha do Livro:

Como é um desfecho de série, nem preciso dizer que haverão spoilers dos livros anteriores, Divergente e Insurgente.

Voltando à resenha, joguem a sinopse fora e entendam uma coisa: Nos dois primeiros livros, somos apresentados á diversos personagens e acontecimentos, e como cada livro teve um intervalo de lançamento de quase um ano ( três anos no total), as memórias falham e coisas são esquecidas, e é uma obrigação da autora colocar o leitor imerso na história novamente, mas Roth NÃO conseguiu fazer isso.
Houveram momentos no decorrer da leitura que eu me parava e pensava " Quem é esse aqui, mesmo? Por que eles estão fazendo/dizendo isso?" E esse tipo de coisa não deve acontecer.
Em relação à ambientação da história: O mundo de Divergente é bem dividido e explicado pela autora, contanto, com o final do primeiro livro, vemos uma grande mudança no sistema de Governo e nos meios de vida da sociedade, e em Insurgente, vemos o irromper de uma coisa nova. E no final do segundo volume temos a grande revelação de Edith Prior, e quando eu li essa parte, lembro-me de pensar que Roth embrulhou essa saga e jogou lá na PQP. Já no começo de Convergente, vemos coisas completamente diferentes do que vimos antes, e a autora vai jogando explicações, fatos e mais explicações de uma vez só, deixando os leitores confusos, e a história indo a lugar nenhum. Esse problema de ambientação é muito sério, em relação ao compreendimento da trilogia, tendo como exemplo Jogos Vorazes, de Suzanne Collins, vemos uma distopia bem ambientada e organizada ao seu modo, coisa que Roth não fez.
Vamos falar um pouco sobre a narração, Roth optou sobre uma perspectiva dupla, em primeira pessoa, seguindo Tris e Tobias, e esse foi mais um erro grotesco cometido pela autora, pois os dois personagens possuem o mesmo estilo de narração, como se fossem um só ser, as mesmas emoções e sentimentos, os mesmos medos e tiveram momentos que eu tive que retroceder ao inicio do capitulo para lembrar quem estava narrando naquele momento.
Os personagens narradores comentem erros bobos e infantis, mas mesmo assim, continuam batendo na mesma tecla, e cometendo a mesma burrice novamente.
Beleza, depois de todos esses aspectos ruins, vou falar um pouco da história:
Evelyn tomou o controle da cidade após a morte de Jeanine, e com a ajuda dos sem-facção ela pretende executar todos que ajudaram a líder da Erudição a matar inocentes, incluindo Caleb e Marcus.
Tris decide fazer alguma, e nesse momento, um novo grupo de pessoas, intitulados Leais ( Allegiant ), oferecem-na ajuda, mas com apenas uma condição, ela e seus amigos devem fugir da cidade e nunca mais voltar.

" - O tipo que quer deixar a cidade. Eles divulgaram um manifesto hoje de manhã. Se autointitulam Leias. Porque eles têm um propósito convergente de manter as ideias originais da nossa cidade, são leais a elas... entende? "

Apenas um comentário a respeito da tradução: Sabemos que Convergente foi escolhido apenas para combinar com os outros "entes" da série, portanto, essa palavra não existe na cópia original, e eles escolheram ao acaso. Então, seguindo a linha de raciocínio utilizada pela Rocco, o nome do livro deveria ser Leais, ou Leal.

A história se segue, com nossos heroizinhos fugindo de Chicago e conhecendo todos os podres nos quais eles acreditaram durante todos esse anos.
Tris descobre sobre sua mãe, e Tobias se sente sozinho após descobertas inimagináveis para ele.

" Na cidade, nós nos dividíamos por facção, idade, histórico, mas aqui todas as divisões desaparecem. Só temos uns aos outros. "
 " Eles nos criaram, moldaram o nosso mundo, nos disseram no que deveríamos acreditar. "

Com um final super rápido e insatisfatório, o desfecho de Divergente leva apenas 2,5 estrelas bem suadinhas, porque esse livro merecia bem menos :(
Um grande descaso da autora com a série.

Ficha Técnica do Livro:

Convergente - Divergente 3
Páginas: 528
Autora: Veronica Roth
Editora: Rocco Jovens Leitores

Capa da série Four
A autora descobriu uma maneira de conseguir mais dinheiro: fazendo uma série de contos sobre a perspectiva do personagem Quatro, antes do começo de Divergente e eu confesso que não tenho a minima vontade de ler essas short-stories.


Bem galera, foi isso.
Espero que tenham gostado e deixes nos comentários o que acharam desse desfecho polemico da série.
E não deixem de participar do sorteio de 1 Ano de Devoradores.

Um abraço e até a próxima...

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

#50 Assassin's Creed Bandeira Negra - Oliver Bowden

Hey galera, tudo bom?
Hoje eu venho falar do sexto livro da série AC, Bandeira Negra, baseado no jogo Assassin's Creed IV - Black Flag

Sinopse do Livro:

"Assassins’s Creed: Bandeira Negra é a mais recente novelização inspirada na franquia de games Assassin’s Creed. Escrito por Oliver Bowden, o livro começa em 1715 e conta a história de Edward Kenway, um notável pirata e corsário que viveu na Era Dourada dos Piratas. Ele é o pai de Haytham Kenway e avô e Ratonhnhaké: ton (Connor Kenway), personagens apresentados aos leitores em Assassin’s Creed: Renegado. Assassin's Creed: Bandeira negra mistura exploração naval com combate e aventuras, tanto em terra quanto no mar das Caraíbas.

Resenha do Livro:

O livro se passa na era de ouro da pirataria, mostrando o personagem principal, Edward Kenway, na sua transição de corsário da Marinha Real para Pirata famoso e procurado, companheiro de Barba Negra.
Kenway? Eu já ouvi esse nome, isso mesmo.
Edward é pai de Haytham, o herói de AC Renegado, e avô de Connor, o famoso assassino.
O livro começa mostrando Edward em sua terra natal , em Gales, e sua relação com sua família.
Seu pai não aprova seu comportamento de "garoto-problema", mas sua mãe tenta protege-lo debaixo de sua asa.
Tudo muda, quando Edward conhece uma garota, filha de um poderoso homem da cidade, que está prometida á outro homem.
Mas, Edward, com todo seu jeito liberal de ser acaba fazendo de tudo para conquistar sua mulher amada, que acaba correspondendo á sua paixão.
Edward pensa que tudo corre bem, até que decide se tornar um Corsário da Marinha Real, e deixar sua esposa por algum tempo, para voltar rico.

" Porque a verdade era que eu pensava ser diferente. Não, eu sabia ser diferente. "
" A vida não é uma batalha, pois as batalhas existem para serem vencidas ou perdidas. A vida é para ser experimentada, "

Caroline, sua mulher, não concorda nada com aquilo, e eles têm uma briga, que causa uma pequena separação do casal.
Edward não muda de ideia, e vai contar para seus pais, que discordam de primeira, deixando o garoto mais deprimido.
E ele realmente abre os olhos, quando sua família sofre um atentando e seu pai diz não querer mais ver ele, e é a partir daí que ele decide seguir um rumo.

" Sendo assim, não, não entrei naquele navio para me tornar pirata. O dinheiro que ganhasse seria ganho lealmente. "

Tudo vira às avessas, quando sei navio é atacado, e para sobreviver, ele muda o rumo novamente, e passa de corsário à pirata.

"E jamais quis ser pirata. Eu era criador de ovelhas em Bristol. Um homem em busca de aventuras, é verdade. Mas de maneira nenhuma um tolo. Eu não era criminoso, um fora da lei. Jamais quis participar da tortura de um inocente. "

Edward se torna procurado, e busca refujo em Nassau, onde sofre um acidente de navio, e acaba ficando á deriva, e encontrando um Assassino que foge com uma grande recompensa, mas o avô Kenway não deixa a oportunidade passar, e toma proveito da situação, tomando a identidade de Duncan Walpole. E decide tomar sua recompensa em Kingston.
A partir daí, a história vai rolando, e o enredo, se desenvolvendo.
A escrita é em primeira pessoa, e flui bem.
O livro é dividido em quatro partes, a primeira falando da vida comum de Edward, a segunda e a terceira de sua vida como pirata e a quarta é a parte das redenções e consequências de suas atitudes.
É uma parte bem pessoal para o personagem e o autor explora ao mais fundo seus piores medos, e torturas e muitas emoções.
O enredo é espetacular, com toda a mitologia dos piratas, e suas caras mais famosas, como Benjamin Hornigold, Calico Jack, Charles Vane e Edward Barba Negra Tatch.
Sem dúvida, o melhor livro da saga, e o personagem mais badass de Bowden.
Edward > Altair > Ezio > Haythan > Connor

Ficha Técnica do Livro:

Assassin's Creed - Bandeira Negra
Páginas: 336
Autor: Oliver Bowden
Editora: Galera Record

Algumas curiosidades á respeito do jogo que inspirou o livro:

Após o anuncio do jogo em Março de 2013, um porta-voz da People for the Ethical Treatment of Animals (inglês para: Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais) (PETA), manifestou o seu desagrado com a possibilidade de caçar baleias em Black Flag afirmando: "Caçar baleias – isto é, disparar arpões contra baleias e deixá-las em sofrimento uma hora ou mais antes de morrerem ou serem cortadas aos bocados enquanto ainda estão vivas, pode parecer algo saído dos livros de história, mas esta indústria sangrenta ainda continua a fazer este tipo de coisas na cara de condenação internacional, e é uma desgraça para qualquer jogo glorificá-lo. A PETA encoraja as companhias de videojogos a criar jogos que celebrem os animais – não jogos que promovam a sua morte e sofrimento."

Em resposta a esta critica, a Ubisoft tornou publico uma declaração onde diz que: "A história é a nossa base para a série Assassin's Creed. Assassin's Creed IV: Black Flag é um trabalho de ficção que descreve eventos reais que aconteceram durante a Era Dourada dos Piratas. Nós não toleramos a caça ilegal de baleias, assim como também não toleramos um estilo de vida pirata com má higiene, pilhagens, sequestro de navios e o deboche alcoólico ilegal sem limites."


Bem galera, por hoje foi isso.
Deixem nos comentário o que acham dessa série.
Um abraço e até mais.

domingo, 8 de dezembro de 2013

#44 Menino de Ouro - Abigail Tarttelin

Hei galera, tudo bom?
Hoje eu volto para resenhar um livro ótimo, e a melhor leitura do ano disparada.
Venham e conheçam Max Walker, o menino de ouro.


Sinopse do Livro:

A família de Max não permitiria nenhum desvio na imagem perfeita que havia construído. Karen, a mãe, é uma advogada renomada, determinada a manter a fachada de boa mãe, esposa e profissional. Steve, o pai, é o exemplo do chefe de família presente em sua comunidade, favorito a um importante cargo público. O ponto fora da curva é Daniel, o caçula, que, para os padrões da família Walker, é “estranho”: não é carinhoso, inteligente ou perfeito como Max. Melhor aluno da escola, capitão do time de futebol, atlético, simpático, sucesso entre as garotas: Max, o primogênito, é o menino de ouro. Ninguém poderia dizer que sua vida não é perfeitamente normal. Ninguém poderia dizer que Max esconde um segredo.

Resenha do Livro:

Bem, eu realmente não sei como começar a falar desse livro, isso acontece ás vezes, quando eu gosto muito de um livro e tenho medo de falar de mais ( ou de menos) e deixar tudo um pouco forçado.
Mas, vamos lá.
Antes de tudo, quero agradecer à Amanda, que me deu esse livro no Amigo Secreto. Valeu Amanda <3
A família Walker é perfeita, os pais, dois grandes advogados e o filho mais velho é o melhor em tudo que faz, já o caçula, é mais descaminhado.
A família tenta manter essa imagem de perfeição, mas eles escondem um segredo, especificamente, Max possui um.
Max Walker é intersexual.
Mas peraí Vitor, o que é "intersexual"?:
Aqui vai uma rápida explicação. Intersexual é o ser que possui os dois órgãos sexuais, antigamente chamados de hermafrodita.
Max é o menino de ouro, ele é ótimo na escola, ótimo atleta, amigo, namorado, filho, irmão e sobrinho.
Tudo vai bem, apenas Max, os pais ,os médicos e um casal de amigos de seus pais conhecem seu segredo, assim como o filho deles, Hunter. Max sempre viveu uma vida normal, e sente-se bem, até um rompimento que acontece na sua vida, lá pela página 20.
É uma cena forte, chocante, devastadora, que deixou muita gente com a lagriminha escorrendo pelo canto dos olhos.
Logo de cara, quando estamos nos acostumando com os personagens, Abigail joga essa cena na nossa cara, um verdadeiro soco no estômago, um chute no saco.
Depois da poeria baixar, e começamos, juntos com Max, a lidar com as consequências disso é que a trama começa a correr. A escrita é simples, mas encantadora.
O livro segue um ritmo rápido,mas em nenhum momento o leitor se perde na história.
Os personagens vão mostrando suas caras, através da escrita em primeira pessoa, que acompanha alguns deles, como Max, seu irmão Daniel, sua amiga Sylvie, seus pais e sua médica, dra. Archie.
A partir dos pais, vemos a tentativa sequencial de esconder o que Max é, do irmão Daniel, vemos muitos jogos de videogame e o ciúmes que ele tem do irmão,mas nada que impeça o amor que um tem pelo outro.
Da Dra. Archie, vemos os dados técnicos de Max e de Max, sua experiência, sentida na pele dos leitores.
O livro ressalta, principalmente através de Max, o papel da sexualidade na vida das pessoas e até onde o sexo define você.
Eu recomendaria esse livro para maiores de 15 anos, pois o tema é forte, assim como os acontecimentos.
Max é cheio de dúvidas a respeito de si mesmo, e vive perguntando o que ele realmente é, menino ou menina?
Ao longo da trama, os personagens tomam algumas decisões precipitadas, e os leitores os questionam/julgam, mas ao passar das páginas. as ações começam a fazer sentido.
A escritora, Abigail Tarttelin, foi MUITO ousada e quebrou vários e vários tabus a respeito desse tema, e conseguiu manter o ritmo ótimo ao longo do livro todo.
No final, tudo se resolve, na medida do possível. Eu me vi rindo, chorando e vibrando no decorrer da leitura, só para mostrar o quão épico Menino de Ouro é.
Foi a melhor leitura do Ano, e um livro favoritado e para ser relido na vida toda <3

" Nós apenas lhe dissemos que Max é diferente. Max é especial "
" Não existem palavras de verdade para mim. Intersexual significa estar entre duas coisas reais. "
" Eu o observo. Max Walker, menino de ouro, inteligente, sexy, engraçado, doce, sorridente, solidário, legal, popular, gentil, divertido, ótimo namorado, beija muito bem, uma pessoa estranha com um segredo. Um esquisitão intrínseco, que não dava mesmo para saber. "
"Segredos são como vermes invisíveis. "
"É quando o choque se dissipa, e eu percebo o que está por vir. Parece que se leva muito tempo para compreender a situação. Quero dizer, coisas como essa nunca acontecem. Elas acontecem com outras pessoas, mas não com você, não comigo. (...) "

Ficha Técnica do Livro:

 Menino de Ouro
Páginas: 382
Autor: Abigail Tarttelin
Editora: Globo Livros

Bem galera, foi isso.
Espero que tenham gostado, e só tenho uma coisa a dizer:
Leiam esse livro!
Vou deixar aqui alguns links sobre esse livro:
Booktrailer de O Menino de Ouro
Resenha dupla no Psychoboks, da Mari e da Alba
Resenha do Cabine Literária, pelo Gabriel

quarta-feira, 3 de abril de 2013

#7 O Mágico de Oz - L. Frank Baum

Oi gente aqui é o Vitor e estou aqui para fazer resenha do livro O Mágico de Oz, de Frank Baum.
Comprei o livro na Saraiva e paguei bem baratinho. A história é magnifica, e a Editora Zahar fez um trabalho incrivel com essa edição em capa dura e pocket, porém o texto é integral.

Sinopse do livro:
Após a passagem de um ciclone, Dorothy e seu cachorrinho Totó vão parar na estranha Terra de Oz. Ao lado de novos amigos - o Espantalho, o Lenhador de Lata e o Leão Covarde -, encaram perigos e aventuras, desafios e seus próprios medos, numa longa viagem de volta, e de autodescoberta.



Resenha do livro:
Para mim, este livro é para ser lido por todas as pessoas, independente de idades. A história comovente de Dorothy que foi levada pelo ciclone. Do Espantalho, que tem palha na cabeça e quer um cérebro. Do Lenhador de Lata que foi multilado por uma feiticeria e quer um coração ou do Leão Covarde, que quer coragem para governar os demais animais.
A maneira como Baum escreveu, de forma simples e rápida, nada muito forçado. Só resslato o ponto que ele lidou com muitas morte de maneira normal, como se nada tivesse acontecido ( como quando o Lenhador decapita dezenas de lobos).
Quando eu descobri que Oz, não era um mágico super poderoso, quase joguei o livro na parede. Eu sei que todo mundo sabe a história, mas sempre vi para vender adaptações que não eram ORIGINAIS do Baum, e quando li essa parte, foi tipo BOOM!
Li o livro todo em 2 dias, ele tem só 224 páginas, cheias de reviravoltas, mortes , choros do Lenhador e bruxas, seres verdes e mágicos.
Importante ressaltar que esta edição trás cerca de 50 ilustrações originais e tem um texto de apresentação escrito por Baum em Abril de 1900.
Com todos os pontos postivos, o Mágico de Oz, de L. Frank Baum leva 5 estrelas.


Ficha técnica do livro:

O Mágico de Oz
Autor : L. Frank Baum
Páginas: 224
Editora: Zahar